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Telefarmácia liberada. E agora?


Foto: Farmacêutica Responsável pela Unidade Angra Ponto Care/Drogatur.


Após a nota que aborda a aprovação da resolução que regulamenta e permite a prática da telefarmácia por profissionais farmacêuticos, para atuar no âmbito clínico, surgiram muitas dúvidas sobre como implementar essa nova oportunidade, tanto para os próprios farmacêuticos quanto para as farmácias que já realizam ou querem ofertar serviços de saúde. A nova normativa será publicada ainda nos próximos dias, de acordo com a Revista da Farmácia, que entrevistou o presidente do CFF, Walter Jorge.


O que é a telefarmácia?


A telefarmácia, assim como a telemedicina, nada mais é do que a aproximação do paciente através de uma consulta online, seja para auxiliar aqueles que, por questões físicas, não possam estar presentes no mesmo local do farmacêutico, ou pelo fator financeiro.


Por que aderir à telefarmácia?


Consultas clínicas de forma remota podem auxiliar diretamente no complemento da assistência farmacêutica e, assim, aumentar a gama de serviços disponíveis por farmácias e drogarias, além, é claro, de reter o paciente na própria farmácia.


Um paciente que realiza acompanhamento dentro de uma sala de saúde possui uma adesão mais qualificada. Ele adquire um vínculo emocional, que é motivado pelo cuidado e resultado em saúde obtidos naquele estabelecimento.


Benefícios da telefarmácia:


  • Complemento da consulta (pré e pós):

O farmacêutico poderá realizar uma gestão de consulta, já que é humanamente impossível preencher todas as informações na primeira consulta. O atendimento remoto possibilitará ter foco na gestão e no manejo do atendimento, além de classificar as prioridades de cada paciente.


  • Agenda de atendimento:

O farmacêutico poderá ofertar horários específicos de atendimento, a fim de alocar períodos de baixa demanda ou com fluxo passante reduzido na farmácia.

  • Maior adesão ao tratamento:

Pacientes que possuem acompanhamento profissional periódico e eficaz são mais suscetíveis a aderir a todo o planejamento do tratamento.


  • Acompanhamento farmacoterapêutico:

O paciente poderá tirar dúvidas sobre farmacoterapia e reações adversas.


  • Rastreamento e diagnóstico:

Através do acompanhamento, o farmacêutico poderá rastrear possíveis distúrbios, alertar e encaminhar aos demais profissionais de saúde para realizarem diagnósticos assertivos.


Como poderá funcionar a telefarmácia?


Sabemos que a telemedicina poder ser ofertada através de plataformas online, ou pelos próprios aplicativos de consulta. O formato ideal e mais eficaz é poder realizar a consulta online com o paciente ao mesmo tempo que esteja com o plano de cuidado aberto, alinhando sinais e sintomas para um rastreamento, acompanhamento ou consulta presencial. Também é necessário ter uma conexão com internet de forma estável e realizar a consulta de qualquer plataforma.


Um novo oceano a ser desbravado


As farmácias que estão acostumadas a fazer apenas serviços básicos, como glicemia, colesterol e aplicação de brincos, vão estar passos atrás daquelas que já realizam e possuem estratégias de atendimento.


A telefarmácia dá uma nova oportunidade de mercado. Por isso, é necessário ter uma boa estratégia para aplicar com eficácia os recursos que serão disponibilizados. Não basta ter apenas metodologia ou habilidade.



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