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Novas diretrizes de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

Atualizado: Abr 21


Foto: Franqueado Ponto Care, Valença.


Segundo a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão arterial, o Brasil possui cerca de 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos e mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular.

Sabemos que a elevação da P.A é causada por uma combinação de fatores e pode ser classificada como secundária ou primária.


A causa secundária corresponde apenas há 10% dos casos de HAS, quando a causa é encontrada pode ser revertida e curada com o manejo adequado. A doenças mais acometidas são: doença renal crônica, aldoteronismo primário, coarctação da aorta, síndrome de Cushing, Feocromocitoma, lesões renovasculares ou induzidas por drogas, porém para chegar ao diagnóstico são necessários exames completares.


Já a causa primária, A causa não é identificada e encontrar o mecanismo de regulação ativo é mais difícil. Essa forma não tem cura, é apenas controlada. Alguns dos fatores que influenciam são: história familiar, sedentarismo, excesso de peso e obesidade, dieta rica em sódio, idade, estresse, raça e etilismo.


A diretriz enfatiza a importância de uma aferição correta, e que apesar de simples, ainda acontecem muitas falhas durante o processo.


É necessário que os profissionais sigam o protocolo.


Em consultório (MAPA):


· É orientado conversar com o paciente e explicar que apenas o médico pode realizar o diagnóstico, mas, nós (farmacêuticos) podemos e devemos realizar o monitoramento e encaminhar ao médico.


· O paciente precisa estar de 3 a 5 minutos em ambiente calmo, sentado com os pés apoiados no chão, com o dorso recostado na cadeira, relaxado e pernas descruzadas, palma da mão virada para cima na altura do coração e as roupas não podem estar apertadas.


· Devemos perguntar ao paciente se:

- Está com a bexiga cheia;

- Praticou exercícios físicos há pelo menos 60 minutos;

- Ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos;

- Fumou nos 30 minutos anteriores.


· Devemos instruir o paciente a não conversar durante a aferição e que a dúvidas podem ser sanadas após as aferições.


· Realizar as etapas da medição.


· Fazer pelo menos duas medições, com intervalo em torno de um minuto. Medições adicionais deverão ser realizadas se as duas primeiras forem muito diferentes. Caso julgue adequado, considere a média das medidas;


· Medir a pressão em ambos os braços na primeira consulta e usar o valor do braço onde foi obtida a maior pressão como referência;


· Medir a PA na posição de pé, após 3 minutos, nos diabéticos, idosos e em outras situações em que a hipotensão ortostática possa ser frequente ou suspeitada.


Alerte o paciente que apenas uma medida isolada não pode ser considerada para se realizar o diagnóstico.


Indicações de MRPA, segundo a diretriz é recomendada 3 aferições de P.A pela manhã e 3 ao anoitecer, com intervalos de 1 min entre elas, e aferir pelo período de 5 dias, para:

- Suspeita de hipertensão ou efeito do avental branco

- Suspeita de hipertensão mascarada.

- Avaliação da eficácia terapêutica anti-hipertensiva

- Confirmação de hipertensão arterial

- Confirmação de HA resistente


Fonte: SBC

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